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07/05/2013 00:00

Fernando Benega de Assis

A Fundação Hospital

A saúde iguaçuense está na UTI, entubada e sedada aguardando o primeiro corte para que sua cirurgia definitiva e curadora seja feita. Enquanto ela sofre diversas paradas cardíacas os médicos se reúnem e discutem o que é certo fazer, ou melhor, por onde operar - não sabem direito se para chegar até o coração a melhor opção é pela boca ou pelas nádegas.

O importante é saber que aqui, neste breve relato, a saúde que vos digo é o povo que realmente necessita do Hospital Municipal Padre Germano Lauck e seus trabalhadores. Enquanto que os médicos são os nobres políticos da terra das cataratas.

É unânime o consenso que uma empresa particular não poderá mais administrar o hospital devido a “caixa sem fundo” que se tornou, ou seja, não há dinheiro para bancar a iniciativa privada. Outro argumento diz que a empresa Pró-Saúde, atual gestora, é uma caixa preta (blindada) onde é impossível a penetração dos vereadores.

Alisando o primeiro item, orçamentário, é óbvio que o empreendedor quer lucrar e um hospital (devidamente administrado) pode ser muito rentável. Logo entende-se que tirando das mãos dos empreendedores da Pró-Saúde a administração hospitalar de Foz do Iguaçu, irá se fazer uma grande economia de dinheiro público e ainda assim ter a melhor saúde do Brasil. Mentira.

Ainda não foi informado como será feita a tal “economia”, será que substituirão os técnicos de enfermagem por auxiliares e assim diminuirão ainda mais o salário de uma classe que ganha menos de mil reais por mês para lidar com todo tipo de doenças, crises nervosas, criminosos baleados que os ameaçam, além é claro de limpar muitas fezes?

Por outro lado uma fundação permitirá que os nobres políticos tenha acesso e interfiram diretamente na administração do hospital. Sim, que lindo. Vamos lembrar que tipo de influência mais direta esta classe tem feito em órgãos público, leia-se, cabide de emprego.

Outros diriam, mas e a regionalização do hospital? Claro, vamos fazer concurso público e todos serão salvo! Outra mentira. E para provar isso basta tentar lembrar do passado - isso é muito difícil para todos - quando atendia-se pessoas nos corredores da unidade e a recepção do hospital estava sempre lotada. Estranhamente, logo no início da administração Pró-Saúde, todos os servidores públicos foram relocados para os postos de saúde nos bairros e apenas seletistas que depois tornaran-se CLT ficaram na equipe médica, será que houve alguma mudança na qualidade de atendimento ao público?

Mas agora está feito, todos prontos para a grande cirurgia, a criação da Fundação que irá administrar o hospital foi aprovada. Uma Fundação com autonomia similar a uma empresa privada, mas com recursos públicos.

Existe por aí na cidade, em algum canto dela, uma fundação muito similar, com autonomia para decidir quem trabalha e quem não trabalha para ela. Com projetos tão extraordinários que nunca um quati desta cidade está ao nível do cargo. Essa fundação  exclui aqueles que não lhe interessa e tráz pessoas de todas as partes do mundo para cargos de alta-chefia enquanto aos iguaçuenses é dada a grandiosa chance de servir cafezinho. Esse é o medo do PT ao votar contra o projeto da fundação, mesmo sendo ele o inventor desta outra fundação de um canto qualquer da cidade.

 

* Fernando Benega de Assis - Formado em Comunicação Social e fotógrafo, assina sem medo, afinal, se até agora todos seus currículos foram mandados para o lixo, deve ser devido ao texto ser muito ruim, ou sua predestinação é ser mesmo um quati servidor de cafezinho, aliás: aceita café Juan?

 

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