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18/04/2013 00:00

William Kelba

A vida que vale a pena ser vivida

Minha opinião é de que “a vida que vale a pena ser vivida”, é a vida de quem responde que a vida dele é plena e feliz. Que essa resposta não guarde dúvida ao tocar a consciência, não pondere e nem hesite em pensar o revés. O que não é o meu caso.

O poeta Fernando Pessoa tem uma frase famosa “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, mas pensar a vida desse ponto é ser tacanho e limitado. Creio que não pode-se aceitar tudo de bom grado e com benevolência. Mas levar essa questão a partir do que Sófocles disse “Jamais ter nascido pode ser a maior dádiva de todas”, é muito radical e extremista, é como se agarrar em uma tábua de salvação de suicidas.

Acho que pensar sobre a vida, adquirir conhecimento, pensar na humanidade, buscar a origem de seus defeitos, tentar ser uma pessoa melhor, e, mesmo se perguntar se a própria vida vale a pena, levam a acreditar que toda ou algumas partes da sua vida não valem ser vividas.

Mas, não é se apegar a negação, pois se não se sabe e percebe você não nega. É só não pensar, levar a vida conforme o que vai se apresentando. Encarar que alguém, deus ou destino, programou tudo de bom ou ruim, e temos que passar.

Nem ao menos se perguntar se a vida é triste com momentos felizes ou feliz com momentos tristes. Pensar se sua trajetória valeu a pena ou é péssima, pode levar a anedônia, sentimento de incapacidade de se sentir satisfeito com o que tem.

Acho que o caos é a regra e a ordem é a exceção, que o universo e a vida não tem sentido ou objetivo, que sua função e normalidade são tão dispares quanto as leis físicas que regem as nanopartículas de uma átomo. É preciso escolher o caminho de menor resistência que se possa caminhar e só olhar a paisagens e as figuras. Mas não é isso o que eu faço.

Wiliam Kelba é estudante do quarto ano de Jornalismo do Centro Universitário da Dinâmica das Cataratas (UDC). A vida que vale a pena ser vivida foi tema de reflexão da aula para os universitários da UDC na disciplina de Comunicação Comunitária. Cercam o pensar de William Kelba os pesquisadores: Douglas Kellner, Homi Bhaha, Clóvis Barros Filho, Espinoza e os pensadores em curso da Comunicação.

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