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05/08/2013 00:00

Ricardo Patah

Se liga, Dilma

O sindicalista, Ricardo Patah, presidente nacional da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo,  estará em Foz do Iguaçu nesta terça-feira para participar do  1º Encontro dos Dirigentes Bancários da Região Sul.O evento é organizado pela UGT – União Geral dos Trabalhadores, com apoio da Federação dos Bancários do Paraná – FEEB/PR, da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito – CONTEC, e da UGT Paraná, será realizado nesta semana, nos dias 6 e 7 de agosto, em Foz do Iguaçu.

Na oportunidade Patah se encontrará com o presidente do legislativo  revedor Zé Carlos, e com o prefeito Reni Pereira. Abaixo artigo:

                                           SE LIGA, DILMA

Ricardo Patah

A crise financeira que destrói as empresas de Eike Batista pode estar também derretendo o dinheiro dos trabalhadores. Sim, é isso aí. Porque o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) funciona com muito dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). É a segunda maior fonte de recursos do banco. A primeira é o Tesouro. Que é dinheiro de todo o cidadão brasileiro. Não podemos nos esquecer disso.

O BNDES já emprestou R$ 10,4 bilhões ao grupo EBX, do empresário Eike Batista. Agora, o magnata tem dificuldades para devolver o dinheiro que recebeu emprestado porque suas empresas estão em crise. E a conta pode ficar com os trabalhadores.

O BNDES foi fundado em 1952, como um banco dos “grandes” projetos industriais e obras de infraestrutura. Em 1982, recebeu o “S”, de social para emprestar para pequenas e médias empresas. Só que até hoje esse setor recebe uma fatia pequena do dinheiro do banco. O grande volume, em torno de 60% a 80%, vai mesmo para o financiamento de grandes empresas brasileiras. A verdade é que os pequenos empreendedores são minoria na carteira da instituição.

Essa política sempre foi alvo de críticas. Só que de 2003 até 2010, no governo petista, esse direcionamento para grandes brasileiras que fazem de infraestrutura no exterior cresceu e chegou a vários países como Angola, Argentina, República Dominicana, Venezuela, Chile, Equador, Peru, Cuba, Paraguai, África do Sul, China e Uruguai.

É preciso deixar bem claro que esses grupos brasileiros, alguns já globais, têm condições de conseguir empréstimos em mercados internacionais. Essa é que a verdade. É bom que se diga que nunca ficou claro e transparente o porquê de emprestar dinheiro a essas grandes empresas. Enquanto as pequenas empresas ficam com as migalhas.

Com todos os problemas de infraestrutura que temos em portos, aeroportos, estradas, enormes deficiências na saúde e educação, o Brasil não tem condições de gastar todo esse dinheiro somente com grandes empresas. Não podemos nos esquecer que, recentemente, os jovens foram às ruas reclamando justamente a falta desses serviços. Pagamos mais em juros e serviços da dívida, do que gastamos com saúde e educação somados.

E temos outro grande problema a resolver. Os jovens também foram às ruas por falta de emprego. O Papa Francisco, que nos visitou recentemente e nos transmitiu simpatia, simplicidade e uma grande amizade, mostra-se muito preocupado com esse problema.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), existem hoje no mundo cerca de 73 milhões de jovens desempregados. E esse problema é assustador, especialmente na Europa. E aqui no Brasil esse número também é alto.

O dinheiro do FAT tem que ser usado especialmente para seguro-desemprego e qualificação profissional. As nossas prioridades são essas. Se liga, Dilma.

Ricardo Patah é presidente nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores) e do sindicato dos comerciários de São Paulo.  

 

 

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