Buscar

Sexta 01 Agosto 2014

Noticias Urgentes

10/07/2014 12:48

Premiê israelense decide intensificar ataques contra o Hamas em Gaza

Benjamin Netanyahu divulgou comunicado sobre ataques.

(Foto e Reportagem: Da France Presse via G1) 

Crianças palestinas andam sobre destroços de casa destruída por ataque aéreo israelense nesta quarta-feira (9) em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza (Foto: Khalil Hamra/AP)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu nesta quarta-feira (9) intensificar os ataques contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, que já matou 43 palestinos.

"Decidimos intensificar os ataques contra o Hamas e as outras organizações terroristas em Gaza", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, depois que a aviação de seu país bombardeou 550 alvos como parte da operação 'Barreira de Proteção', iniciada à meia-noite de segunda-feira.

"O Hamas pagará um preço alto pelos tiros contra a população civil. A segurança dos israelenses é primordial e esta operação continuará até que os disparos contra as localidades israelenses parem e a calma volte", acrescenta o texto.

O Hamas respondeu disparando 165 foguetes, alguns deles chegando a Jerusalém, Tel Aviv e inclusive à costa de Haifa, 160 km ao norte.

As operações israelenses deixaram até o momento 43 palestinos mortos, entre eles ativistas do Hamas, mas também mulheres e crianças, e mais de 300 feridos. Do lado israelense não foram registrados mortos ou feridos.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, por sua vez, acusou nesta quarta Israel de estar cometendo um genocídio em Gaza com esta operação militar.

"É um genocídio; matar famílias inteiras é um genocídio realizado por Israel contra nosso povo", afirmou Abbas em uma reunião de crise com a direção palestina na cidade de Ramallah, Cisjordânia.

O ataque mais sangrento ocorreu pouco depois da meia-noite em Beit Hanun, no norte de Gaza. Um míssil lançado contra uma casa acabou com a vida de um comando do movimento radical palestino Jihad Islâmica e de cinco de seus familiares, entre eles duas mulheres e duas crianças.

Também em Beit Hanun morreram em um ataque uma mulher de 40 anos e seu filho de 14, e a leste da cidade de Gaza dois irmãos de 12 e 13 anos, um bebê de um ano e meio e sua mãe.

Os Estados Unidos, a União Europeia, vários países árabes e o Irã pediram um fim imediato da violência, em uma região já agitada.

O Egito se somou aos apelos, mas minimizou as chances de mediar uma trégua, como já fez em escaladas de violência anteriores entre Israel e o Hamas. "Não há mediação propriamente dita", declarou um porta-voz da chancelaria egípcia.

Foguetes contra Tel Aviv

Durante a noite, os aviões israelenses atacaram 160 alvos na Faixa de Gaza, tendo como alvos plataformas de lançamento de foguetes, postos de comando, casas e escritórios do Hamas, além de muitos túneis, segundo os detalhes fornecidos pelo general Moti Almoz, porta-voz militar.

"A operação se estenderá nos próximos dias", declarou o porta-voz, sem fornecer detalhes sobre uma possível operação terrestre.

"Estamos prontos para qualquer possibilidade, incluindo uma operação terrestre, se for necessária, embora este não seja o primeiro passo. De qualquer forma estamos preparados para isso, e por isso ordenamos a mobilização de 40 mil reservistas", explicou nesta quarta-feira o ministro do Interior, Gideon Saar, à rádio militar.

Apesar desta chuva de bombas sobre Gaza, os disparos de foguetes contra o território israelense prosseguiram.

Na manhã desta quarta-feira, dois foguetes lançados a Tel Aviv, o pulmão econômico de Israel, foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis Iron Dome, segundo o exército.

As sirenes provocaram um momento de pânico entre os habitantes e alguns se protegeram atrás de carros ou nos pontos de ônibus.

Mais tarde, dois foguetes disparados de Gaza caíram no mar em frente a Haifa, em um ato reivindicado pelo braço militar do Hamas. É a primeira vez que os projéteis alcançam o grande porto do norte de Israel, a mais de 160 km da Faixa.

O Hamas reivindicou na noite de terça-feira disparos de foguetes contra Tel Aviv, Haifa e Jerusalém, onde as sirenes soaram e três projéteis caíram.

A nova espiral de violência, a mais grave desde novembro de 2012, tem sua origem no sequestro no dia 12 de junho de três estudantes israelenses na Cisjordânia, cujos corpos sem vida foram encontrados dias depois.

O governo israelense acusou o Hamas e lançou uma campanha de detenções contra o movimento, que, em represália, começou a disparar foguetes a partir de seu reduto da Gaza. 

{ Últimas Notícias

> 27 palestinos mortos e mais de 300 feridos em 3 dias de ataques
16/11/2012

> Mulheres e hispânicos foram decisivos para reeleição de Obama
07/11/2012

> Obama é reeleito presidente dos EUA
07/11/2012

> Norte-americanos escolhem hoje presidente do país
06/11/2012

> Obama decreta estado de emergência em Nova Iorque
30/10/2012

> Presidente do Irã acusa potências de intimidação nuclear
26/09/2012

> Papa é saudado por libaneses com flores e arroz
15/09/2012

> Farc não vão exigir cessar fogo para negociar paz
08/09/2012

> Vazamento de gás metano provoca incêndio em lixão no Líbano
06/09/2012

> Refinaria explode mata 19 e deixa mais de 53 feridos na Venezuela
25/08/2012

Pág. 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 | 60

©2010-2011 - A Fronteira - Todos os direitos reservados.